Parlamentares adotam tom de cautela sobre acordo

Integrantes das Comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado adotaram um tom de cautela ao falar hoje do acordo envolvendo o Irã, e que contou com a participação do Brasil e da Turquia. Presidente da comissão no Senado, o tucano Eduardo Azeredo (MG) disse que viu o possível acordo de maneira positiva, mas destacou que é preciso cautela. "Vejo como um avanço, sem dúvida nenhuma. Mas agora é preciso ver como o Irã vai se comportar. Afinal, eles tem o Ahmadinejad (Mahmoud, presidente do Irã)", afirmou.

ANA PAULA SCINOCCA, Agência Estado

17 Maio 2010 | 19h12

Um dos parlamentares que integram a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o petista Paulo Delgado (MG) seguiu a mesma linha. "É positivo. Mas não podemos esquecer que a política interna do Irã não é sólida o suficiente para respeitar países de democracia sólida como o Brasil", advertiu.

Outro petista e também integrante da comissão na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP) afirmou que a cautela não cabe apenas ao Irã, mas também em relação aos Estados Unidos. "Os Estados Unidos não podem perder a oportunidade de promover a paz", disse. Já o deputado Maurício Rands (PT-PE) adotou um tom mais otimista. "Isso (acordo) mostra o papel do Brasil na nova ordem internacional", disse.

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