Parlamentar suiço chama de "cretinice" a repressão em Davos

A delegação da Suíça no Fórum Social Mundial (FSM) criticou neste sábado o aparato policial montado em Davos para proteger executivos de multinacionais, banqueiros e governantes. Um de seus parlamentares, Pierre-Yves Maillard, subiu à tribuna do Fórum Parlamentar Mundial realizado no mesmo espaço do FSM e chamou de cretinice o esquema de repressão preparado pelas autoridades de seu país. "Na população suíça há milhares de pessoas que se indignam com essa cretinice", declarou, sob aplausos das aproximadamente 800 pessoas que acompanhavam os pronunciamentos. "Também há muitas organizações que não aceitam a prática do sigilo bancário e da lavagem de dinheiro sujo", afirmou. Maillard visitou favelas em São Paulo e acampamentos de sem-terra no Sul. "Vimos rostos inesquecíveis com uma coragem que honra a humanidade", disse. Nota assinada por ele e outros quatro parlamentares registra a solidariedade do grupo suíço em Porto Alegre aos militantes que, em Davos, manifestam sua rejeição a um mundo submetido à lógica do neoliberalismo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.