Paridade de reajustes fica indefinida em reunião do PT

A reunião de dois dias do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, ocorrida em São Paulo, terminou neste domingo com uma posição favorável às aposentadorias integrais para os atuais servidores públicos, com a ampliação do tempo de carreira mínima dos atuais 10 para 20 anos, mas permaneceu a indefinição sobre a paridade entre ativos e inativos a respeito de benefícios e reajustes. Ficou ratificada também a tendência de taxação dos inativos e pensionistas. "Na questão da previdência saímos como estávamos, mas fechamos na cobrança dos inativos e pensionistas", disse o presidente do partido, José Genoino.O Diretório Nacional do PT decidiu neste sábado, no primeiro dia da reunião, fechar questão em torno da proposta a ser apresentada pelo relator da reforma da Previdência na Câmara, José Pimentel (PT-CE). Genoino afirmou que a resolução aprovada é clara a respeito da "espinha dorsal" da reforma da Previdência. As propostas do PT para a Previdência incluem um sistema universal público, com piso e teto definidos, e previdência complementar fechada para os servidores públicos, além da taxação de servidores públicos inativos e pensionistas. Genoino destacou que, com a adoção de um sistema univesal, está descartada a aposentadoria integral para os novos servidores. A decisão do diretório indica que os parlamentares do PT ficam obrigados a votar a favor do relatório, que será apresentado nesta semana por Pimentel no plenário da Câmara. Caso contrário, deverão ficar sujeitos a sanções do partido que vão da advertência à expulsão.

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