Parentes de vítimas da explosão fazem acusações à Aeronáutica

Parentes de vítimas da explosão do VLS, na base de Alcântara no Maranhão, acusam a Aeronáutica de não prestar informações sobre o caso além de dizerem ter havido pressão de autoridades para que o projeto fosse encaminhado com mais rapidez. A família do técnico em mecânica de aviação, Daniel Faria Gonçalves de 20 anos, esteve na manhã de ontem no Centro Técnico Aeroespacial - CTA- em São José dos Campos reclamando a falta de notícias sobre as vítimas. O acidente aconteceu a 13h30 ( de ontem) e só foram nos procurar às 20h30, afirmou a estudante Sabrina Gonçalves de 24 anos, irmã de Daniel. A última conversa da família com o técnico, que trabalha há um ano no CTA e estava pela segunda vez na base de Alcântara , foi no domingo. Segundo Sabrina, ele estava confiante de que tudo iria dar certo. A irmã disse que Daniel havia sentido pressão de superiores para que o projeto fosse concretizado rapidamente, antes que um alto graduado que ela não soube identificar, se aposentasse. A falta de informações de que Daniel estaria entre as vítimas fatais é o que deixa a família mais apreensiva. "Eles não tem notícias dele, provavelmente ele está morto" disse o tio do rapaz que não se identificou, após conversar com um major no CTA. Muito emocionada, a mãe de Daniel contou que o sonho dele era ser engenheiro. " É muito duro perder um filho dessa idade.".Apesar de vazio por ser um sábado, o clima no CTA, onde também está localizado o Instituto tecnológico da Aeronáutica, era de tristeza pela perda dos colegas. " todo mundo fica preocupado" afirma o estudante de mestrado Osvandre Martins de 31 anos. Mesmo após o acidente, Martins disse que participaria de um projeto como o VLS. " Quem abraça a causa, com certeza está ciente dos riscos."

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