Jf Diorio/Estadão
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Parece que a lei só vale para o PT, diz Lula em evento

Ex-presidente criticou processo do mensalão e falou que resposta do partido 'é garantir o segundo mandato da companheira Dilma Rousseff'

Gustavo Porto, Agência Estado

21 de novembro de 2013 | 21h52

Santo André, SP - O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva fez, nesta quinta-feira, 21, uma crítica veemente ao processo de condenação e prisão de políticos do PT no mensalão. "Parece que a lei só vale para o PT; a lei é para todos e isso vale para nós para eles", disse o presidente em encontro de prefeitos e vices petistas, em Santo André (SP). Na ocasião, ele também disse que a resposta do partido vai ser a reeleição de Dilma em 2014.

"Hoje nós temos companheiros condenados. Temos sentença dada. A pena de cada companheiro está determinada já, mas o que não pode é tentar tripudiar em cima da condenação das pessoas. (É preciso) respeitar os históricos das pessoas e a lei", completou. Sem citar a Ação Penal 470, ou mesmo o nome do presidente do STF, Joaquim Barbosa, Lula afirmou querer que "a decisão seja cumprida tal como ela foi determinada e não pela vontade de alguém". Ele avaliou ainda que por conta do sucesso do partido há um "ódio disseminado" contra o PT.

Segundo Lula, a resposta do PT as prisões de membros do partido, como o deputado federal José Genoino (PT-SP) e o ex-ministro José Dirceu, "é garantir o segundo mandato da companheira Dilma Rousseff", disse. "Assim como foi comigo, Dilma vai ser melhor no segundo mandato dela", avaliou.

O ex-presidente também atacou a imprensa e disse que "se alguém do PT desviar um tostão, darão a manchete maior do que alguém do outro lado que rouba um bilhão"".

Em seguida, Lula pediu que o PT amplie seu arco de alianças no Estado de São Paulo para eleger o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, governador em 2014. "É preciso uma aliança mais ampla do que PT já fez para ganhar em São Paulo. Eleitores não têm ideologia, eles querem um bom programa", afirmou.

O ex-presidente não poupou ainda o PSDB, do governador Geraldo Alckmin, das críticas. "Os tucanos não tem mais nada a propor e não têm mais novidade. Padilha, se acerte com a presidente, veja quando poderá sair, porque São Paulo quer você governador", concluiu.

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