''Parece filme de humor'', diz peemedebista

O ministro da Integração Nacional, deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), desdenhou ontem do "monitoramento" e do investigador, o delegado Protógenes Queiroz. "Já fui tão espionado, por tantos, que mais um espião em minha vida só vai comprovar a lisura absoluta de meus atos", disse ele, para quem as investigações de Protógenes "mais parecem um filme de humor". As conversas interceptadas do ministro foram travadas com o publicitário Guilherme Sodré. Nos pen drives recolhidos por peritos da Polícia Federal na casa do delegado também foram descobertas gravações de conversas do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) com o publicitário. O senador confirma que mantém contato com Sodré, de quem é amigo, e acrescenta que tem conhecimento total de todas essas conversas e que nenhuma delas é motivo de preocupação. "Tenho as fitas, já examinei 14 horas de gravações e não há absolutamente nada que me preocupe. São conversas pessoais; não fizemos negócios", diz Heráclito, que move três processos contra Protógenes por causa da espionagem. "O que precisamos saber é se essa figura (Protógenes), que não merece crédito e me lembra muito a Pantera Cor de Rosa, cometeu mais um crime'', adverte o ministro Geddel, frisando que está muito tranquilo quanto ao teor da espionagem. Também monitorado, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, não foi localizado ontem pelo Estado. Sua assessoria informou que ele não se pronunciaria sobre o assunto. O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh não foi encontrado.

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