Paraná retém salário de servidor e professor em greve

O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), não fez o repasse dos recursos para pagar o salário dos professores e servidores de três das seis universidades estaduais em greve há 166 dias. Em represália, os servidores do Hospital Universitário de Londrina, que estavam trabalhando, pararam por cerca de uma hora. Os sindicatos dos professores e servidores de Maringá e Cascavel pediram providências ao Tribunal de Justiça, visto que uma liminar garante o pagamento dos salários.O advogado dos sindicatos de professores e servidores de Londrina, Jorge Aidar, disse que deve entrar com ação cautelar na 2ª Vara Federal na próxima semana para que os salários sejam pagos.A Procuradoria-Geral do Estado protocolou hoje, no Tribunal de Justiça, pedido de reconsideração dos mandados de segurança concedidos a Maringá e Cascavel. "Até que tenhamos uma decisão não vamos repassar os recursos às instituições", disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig.Nem os servidores que estão trabalhando receberam os salários. A determinação do governo era de que as reitorias enviassem uma relação com os nomes desses servidores para que o pagamento fosse feito diretamente e não repassado à universidade. Os reitores não seguiram a orientação.Em Maringá e Londrina, eles entendem que a autonomia universitária não estaria sendo respeitada com essa decisão, enquanto em Cascavel a dificuldade é fazer o levantamento nos cinco campi, duas extensões e a reitoria.

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