Paraná estuda adotar celas de aço para presos

A colocação de presos em celas construídas com chapas de aço, uma experiência instituída em fevereiro no município de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, pode ser estendida para outros distritos do Estado. "A idéia pode ser uma solução mais rápida e barata para os problemas de prisões provisórias em locais populosos como Curitiba", disse o secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares. Depois da instalação dessas celas, que têm paredes de tijolos do lado de fora para evitar superaquecimento, não houve mais fugas. "Só se consegue fugir se entrar maçarico ou se os presos forem arrebatados", afirmou o delegado José Carlos de Oliveira. Com 18 metros quadrados, a cela foi construída em chapas de aço de 5 milímetros, com custo de R$ 3,8 mil, pago por empresários da região. Segundo o delegado, a temperatura da cela é a mesma de toda a delegacia. Há seis janelas gradeadas, além da porta de entrada, que permitem a ventilação. "Muitas cadeias não têm a ventilação que temos aqui", disse Oliveira. Os presos também contam com televisão, banheiro e chuveiro elétrico. Estão na cela dez presos de maior periculosidade, enquanto outros oito ocupam celas comuns. Amanhã, membros do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, Ministério Público e Pastoral Carcerária farão uma inspeção. O secretário de Segurança disse que pretende expandir a experiência, a fim de ter uma melhor avaliação. "Depois que instalarmos o equipamento vamos chamar representantes da Vara de Execuções Penais, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público para avaliar sua utilização", afirmou. "Não tomaremos nenhuma atitude sem levar em conta os direitos elementares dos presos."

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