Paralisia no governo? "Pelo contrário", diz Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse hoje, na entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que o governo tem que estar preparado para quedas e aumentos de popularidade, analisar as pesquisas e tomar as medidas necessárias. "Por isso mesmo, o presidente está fazendo (hoje) essa apresentação das realizações do governo e evidentemente tem tomado medidas, que estão surtindo efeito em várias áreas, para melhorar a gestão e para dirigir os esforços do governo para áreas que a opinião pública considera mais deficitárias", disse.Ele discorda da avaliação de que haja paralisia no governo. "Em hipótese alguma, pelo contrário", disse José Dirceu, que está convencido que o Congresso Nacional aprovará ainda este ano os projetos de Parceria Público Privada, Lei de Falências e de Biossegurança. "Nós estamos há 18 meses (no governo). Essas legislações estavam há oito, 12 anos paradas no Brasil, inclusive as reformas tributária e previdenciária. É bom sempre o País lembrar esse detalhe que é importante", ressaltou.Dirceu disse também que não acredita que no governo haja burocracia para impedir que o País avance. "O governo está resolvendo problemas que não se resolviam no Brasil há anos", disse Dirceu, referindo-se por exemplo à regulamentação do setor de telecomunicações e de energia. "Isso leva tempo, porque nós temos que negociar com a sociedade, com empresários, com as lideranças do Congresso. Nós não podemos simplesmente fazer um projeto no governo e mandar para o Congresso, porque o trabalho é dobrado nesse caso", disse.Dirceu reconhece que existam erros, falhas e insuficiências no governo. "Evidentemente que nós cometemos e muito. Precisamos reconhecê-los e corrigi-los", disse.Não há reforma ministerial, diz ele O ministronegou que esteja sendo discutida uma reforma ministerial no segundo semestre. "Não há nenhuma perspectiva, o presidente da República tem deixado claro isso para nós, da coordenação de governo, de mudança ministerial", disse.Segundo ele, o ministro da Defesa, José Viegas, que tem sido criticado por integrantes do governo, conta com a confiança e o apoio do presidente Lula. "Portanto essa questão está fora da agenda do governo. A preocupação do governo agora, no segundo semestre, é "a retomada do crescimento, a retomada dos investimentos na infra-estrutura, aumentar os investimentos de saneamento e habitação e resolver a aprovação de projetos que faltam na Câmara", disse Dirceu.

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