Paralisação de agentes no Rio causa filas no Tom Jobim

No Rio, a paralisação dos agentes das polícia Federal e Rodoviária causou filas de passageiros nos guichês do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador (zona norte), complicou o trânsito na ponte Rio-Niterói e comprometeu a emissão de passaportes. Em greve nacional, os agentes da PF promoveram uma operação padrão no embarque de voos internacionais, fiscalizando minuciosamente bagagens e documentos. Apesar da demora, não houve tumultos.

ANTONIO PITA, Agência Estado

08 de agosto de 2012 | 20h25

A fiscalização minuciosa é recomendada apenas em voos das rotas internacionais de tráfico de drogas, mas vinha sendo flexibilizada pela falta de agentes. Atualmente existem apenas 10 fiscais, auxiliados por 15 terceirizados que, segundo o sindicato da categoria, não têm treinamento para a função. "É um sucateamento da instituição. Hoje o déficit é de 500 agentes, o que compromete as ações que são mais complexas e exigem treinamento específico, como o combate ao tráfico", afirmou o presidente do sindicato, Telmo Correa. Segundo ele, o movimento manteve 30% do efetivo em serviços essenciais ao público.

A emissão de passaportes também foi prejudicada. Na tarde desta quarta só um foi entregue. Normalmente são 300.

Na ponte Rio-Niterói, uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, também em greve, que começou às 13h complicou o trânsito nos dois sentidos. A travessia chegou a demorar uma hora e meia. Programada para se estender até as 16h, a manifestação terminou às 15h, depois que uma pessoa passou mal dentro de um dos veículos parados devido ao congestionamento.

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