Para Wagner, PT abordou mal a taxação de inativos

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, defendeu hoje a taxação dos inativos em reunião com cerca de 100 representantes de sindicados organizada pela Central Geral dos Trabalhadores (CGTB). "Abro aqui uma discussão que sei é das mais duras na questão da Previdência", disse Wagner. Segundo ele, o PT "ideologizou" essa questão do inativo ganhar o mesmo salário que ganha na ativa. "Salário é o que a gente põe no bolso, não o nominal. Se, por exemplo, eu ganho R$ 2 mil o que vai parar no meu bolso é R$ 1.780 e não acho que seja uma violência continuar levando R$ 1.780. Se no mês seguinte eu me aposento, não é justo receber o salário integral", explicou Wagner. "A questão foi mal abordada."Ele destacou que a tarefa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é colocar o sistema previdenciário nos trilhos senão o modelo quebra. "Não tem na cabeça de Lula a questão de privilégio do servidor nem a perseguição a funcionário público, estamos sentados em cima do problema e a diferença é que este governo tem mais credibilidade", disse o ministro sobre a pretensão do governo federal de aprovar a reforma da Previdência.Wagner, que chegou ontem a São Paulo e retorna a Brasília na noite de hoje, está cumprindo uma agenda de visitas aos sindicatos. Ainda hoje ele se reúne com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício. Pela manhã, o primeiro compromisso de Wagner foi um encontro com o delegado regional do Trabalho no Estado de São Paulo, Heiguiberto Guiba, na sede da Divisão Regional do Trabalho. Na ocasião eles conversaram sobre a forma do Conselho Sindical, órgão que atuará em conjunto com o ministério e os sindicatos.

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