Para vice do PT, Levy e Barbosa são a 'equipe possível'

José Guimarães, um dos vice-presidentes da sigla, comentou nova equipe econômica de Dilma; correligionários defendem manutenção de política social

Carmen Pompeu, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2014 | 17h49

Fortaleza - Os participantes da primeira reunião do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que acontece nesta sexta-feira, 28, em Fortaleza, não escondem que os nomes anunciados para compor a equipe econômica no segundo governo da presidente Dilma Rousseff não é a "equipe dos sonhos", mas se mostram resignados. "É a equipe possível diante do momento que estamos vivendo", opinou o deputado federal José Guimarães, um dos vice-presidentes do PT.

De acordo com ele, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) são nomes novos, "que não têm as mesmas características dos medalhões que dirigiam a economia brasileira, mas são pessoas incumbidas com a execução do programa que saiu vitorioso das urnas".

Guimarães disse que o PT apoia a nova equipe e que ficou satisfeito com as primeiras medidas anunciadas.  Ele defendeu ajuste fiscal imediato. "São três pontos. O primeiro é o controle da inflação; o corte de gastos; e manter o emprego e a renda", apontou.

Com relação ao corte de gastos, Guimarães afirmou que o PT vai cobrar que sejam mantidos os investimentos sociais, principalmente os do PAC. "Preservando isso, pode cortar a vontade", comentou.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que também gostou da composição da equipe econômica e do que foi anunciado por eles na primeira reunião. "São pessoas que têm elevada credibilidade junto à sociedade, junto ao mercado - pelos setores produtivos. Foi uma medida muito acertada, especialmente, em um momento como esse que é preciso se fazer uma série de sinalizações. Essa equipe tem o simbolismo necessário para essa tarefa que nós vamos enfrentar daqui por diante", avaliou.

Humberto Costa acredita que o ajuste na economia se faz necessário, mas que será apenas uma etapa. "E essa etapa é fundamental para que a gente possa retomar a essência do nosso projeto, que é o crescimento econômico, a distribuição de renda, a geração do emprego. Mas nós não podemos fazer isso com o desequilíbrio nas contas públicas e com inflação alta. A diferença para a proposta dos tucanos é que para eles essa política é um fim em si. E para nós é apenas uma etapa", apontou.

Ele também defendeu o corte de gastos como "necessário", desde que seja feito sem comprometer a política social. Tanto ele como Guimarães acreditam que 2015 será um ano difícil. Os dois argumentam que Dilma vai precisar de apoio político. "Vai ser muito importante atuar politicamente. Mostrar a sociedade para que ela entenda que nós vamos fazer essa inflexão, mas isso é uma coisa temporária", disse Humberto Costa. 

Tudo o que sabemos sobre:
PTMinistério da Fazenda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.