Para tucano, defesa quer que prova 'seja documento escrito e assinado pelo criminoso'

Senador acredita que punição aos réus supriria a falta de discurso contra o governo do PT

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2012 | 17h57

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou nesta terça-feira, 14, que a eventual condenação de réus no processo que ficou conhecido como mensalão poderá ser um dos motes que a oposição usará para suprir a falta de discurso contra o governo petista. Dias defende que as provas apresentadas pelo procurador geral da república, Roberto Gurgel, no processo que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal, são suficientes para condenar os réus. Ele critica a defesa de alguns dos advogados dos réus que dizem não haver provas suficientes para condenação. "Querem que a prova seja um documento escrito e assinado pelo criminoso dizendo: ''eu desviei dos cofres públicos tantos reais''", criticou o senador, em entrevista exclusiva à Agência Estado.

Dias defendeu um julgamento técnico, sem influência partidária ou das eleições deste ano. Com postura crítica em relação ao estilo adotado por alguns dos defensores dos réus, que definiram o mensalão como caixa 2, um crime eleitoral, Dias cravou: "Estão usando as costas largas das campanhas eleitorais para (explicar) os desvios dos recursos. Sabemos que elas foram destinadas também para o enriquecimento ilícito de pessoas".

O senador qualificou o julgamento como um momento histórico, que pode mudar os rumos do País. "Espero que o julgamento do mensalão, que é histórico, possa ser o marco de um novo rumo para o Brasil", pregou.

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