André Dusek/ Estadão
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Para Toffoli, unificar eleições afasta população da política

Presidente do TSE falou sobre iniciativa de unir as disputas eleitorais em debate da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 18h09

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, disse ser contra a unificação das eleições, na proposta de unir as disputas do Executivo municipal, estadual e nacional, além do Legislativo nas três esferas. "Diminuir a frequência das eleições, na minha opinião, vai na contramão da história", disse em debate da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados. Uma unificação, nos formatos que vêm sendo debatidos, levaria o País a ter eleição a cada quatro ou cinco anos, em vez de a cada dois anos como ocorre atualmente. 

Para Toffoli, eleições mais constantes aproximam a população do sistema político. Ele citou o sistema dos Estados Unidos, em que há eleição para a casa dos Representantes a cada dois anos. Segundo ele, dessa forma, o país mantém a "legitimidade aquecida" dos parlamentares.

No debate em andamento nesta tarde, Toffoli também defendeu o sistema distrital misto de eleição para parlamentares e a cláusula de barreira para evitar a proliferação de partidos. 

"É mais fácil criar um partido do que apresentar um projeto de iniciativa popular. Alguma coisa está muito errada com isso", argumentou Toffoli ao lembrar que são necessárias 1,43 milhão de assinaturas (1% do eleitorado brasileiro) para se apresentar um projeto de lei de iniciativa popular no Congresso e 500 mil assinaturas para pedir um novo partido.

Hoje, existem 32 partidos registrados na Justiça Eleitoral, 28 dos quais têm representantes na Câmara. Na legislatura passada, 22 partidos tinham deputados eleitos.

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