Para Tobias, acordo sobre cargo no PSDB-SP está difícil

O deputado estadual Pedro Tobias, que deve ser aclamado como novo presidente do PSDB de São Paulo, reconheceu nesta manhã que será difícil chegar a um acordo hoje para a escolha do nome do secretário-geral da legenda. "É difícil um acordo hoje, mas na política tudo é possível", disse, durante convenção estadual da sigla, que está sendo realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A afirmativa é uma referência à disputa pela secretaria-geral da sigla entre o atual secretário César Gontijo e o deputado federal Vaz de Lima. Nos bastidores, Gontijo e Lima garantem não abrir mão da disputa.

GUSTAVO URIBE E DAIENE CARDOSO, Agência Estado

07 de maio de 2011 | 11h11

O futuro presidente defendeu o embate, mas disse esperar um consenso. "Eu espero que se chegue (a um acordo), mas se não acontecer, eu não me preocupo, pois vejo fortalecimento nos partidos que têm disputa. Isso porque toda unanimidade é burra." Tobias afirmou também que o impasse não deve causar novas saídas do PSDB, como ocorreu na composição da executivas municipal da sigla em São Paulo. "Não acredito, se sair alguém por este motivo, nunca foi do PSDB." Na convenção, estão sendo esperadas as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, dos ex-governadores José Serra e Alberto Goldman, do presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O evento começou por volta das 9hs deste sábado. Os militantes estão sendo recepcionados com músicas. A trilha é composta por canções de Roberto Carlos (cantor preferido do ex-governador Mário Covas) em espanhol, além de outras músicas, como "Não Deixe o Samba Morrer", de Alcione. Pelo alto falante, militantes são convidados a fazer breves discursos. O assunto mais comentado pelos que chegam à Alesp nesta manhã é a crise interna vivida pelo partido. "Estão implodindo o PSDB e não vamos deixar", disse um militante tucano. "Querem ir embora? Que vão!", acrescentou outro.

Ao chegarem, os militantes encontram as urnas de votação no hall monumental da Assembleia Legislativa. Na urna eletrônica, os filiados podem votar contra, a favor, ou em branco na chapa única Fernando Henrique Cardoso. Têm direito a voto aproximadamente 3.200 delegados, vindos de 645 municípios do Estado, os atuais 105 membros do diretório estadual, 22 deputados estaduais, 11 deputados federais, o senador Aloysio Nunes Ferreira, além dos 47 membros do Diretório nacional com domicílio eleitoral em São Paulo.

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