Para tentar se salvar, Demóstenes discursa em plenário

A uma semana de ser julgado pelos colegas, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) fará nesta segunda-feira um discurso em plenário, na tentativa de salvar o mandato. Será a segunda vez que Demóstenes falará em plenário desde que se viu envolvido com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e passou a responder um processo de cassação. Fora o plenário, ele só fez sua defesa no Conselho de Ética.

RICARDO BRITO, Agência Estado

02 de julho de 2012 | 14h44

O primeiro discurso de Demóstenes ocorreu no dia 6 de março, uma semana após a Polícia Federal deflagrar a Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira e expôs publicamente a relação entre os dois.

"Achamos que é hora dele falar", afirmou nesta segunda-feira o advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que acompanhará o pronunciamento do parlamentar. Segundo o advogado, o pronunciamento será uma espécie de "satisfação" que Demóstenes prestará aos senadores. De acordo com Kakay, Demóstenes farpa um discurso político e não vai se ater a aspectos técnicos do processo de cassação.

O advogado do senador disse que deu aval para Demóstenes se pronunciar. O senador fará outros pronunciamentos até a votação do processo em plenário. Na semana passada, por unanimidade, o Conselho de Ética do Senado aprovou o pedido de perda de mandato de Demóstenes por usar o mandato na defesa dos interesses de Cachoeira.

Na quarta-feira a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisará se o processo feriu algum preceito legal ou constitucional. O senador Pedro Taques (PDT-MT), relator na CCJ, sinalizou que votará a favor de levar adiante o processo.

A votação no plenário ocorrerá em sessão secreta, provavelmente na quarta-feira da próxima semana, dia 11. Para cassar o mandato de Demóstenes, serão necessários pelo menos 41 votos favoráveis dos senadores, a maioria absoluta da Casa.

Tudo o que sabemos sobre:
Demóstenesdiscursosenado

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.