Para Tarso, retorno ao governo não é compensação

Apesar de se mostrar satisfeito com a notícia de que irá retornar ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Educação, Tarso Genro, negou nesta sexta-feira que essa decisão seja algum tipo de compensação pela forma como encerrou sua participação na presidência do PT. O retorno de Tarso foi revelado com exclusividade pelo Estado, na edição desta sexta-feira.Tarso evitou confirmar se irá ocupar no Ministério de Relações Institucionais. Jaques Wagner deixa o cargo para disputar o governo da Bahia. "Eu prefiro não falar sobre isso, até porque o Jaques (Wagner) ainda é ministro", emendou. "Senão pareceria que eu estou com as manguinhas muito longas."Ele deixou o ministério no meio do ano passado, a pedido do próprio Lula, para assumir a presidência do PT em meio às denúncias do mensalão. Diante da dificuldade de conciliar as diferentes correntes que integram a legenda, acabou desistindo de disputar a eleição interna da sigla, realizada em outubro. Na época, Tarso exigiu que fossem retirados da chapa representada por ele os nomes de todos os envolvidos em denúncias de corrupção - entre eles o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu.A discussão em torno da composição da chapa do chamado Campo Majoritário deu origem a uma briga pública entre os dois petistas, que culminou na saída do ex-ministro da direção da sigla. Desde então, a idéia de que o ex-ministro poderia retornar ao governo foi estudada em diversas ocasiões. Recentemente, seu nome foi cotado, por exemplo, para o Supremo Tribunal Federal.Apesar do episódio, Tarso garante que não vê motivos para compensação. Segundo ele, tanto sua entrada na presidência do partido quanto sua saída foram resultado de suas próprias decisões. "Eu não fui candidato (na eleição interna) porque não quis", disse, lembrando que, na época, não encontrou dentro do PT os elementos necessários para viabilizar essa candidatura. Tarso assegurou apenas que o presidente Lula já decidiu que seu destino não será o ministério da Educação, que segundo ele "está em ótimas mãos". E acrescentou que aceitará a proposta, seja qual for a vaga oferecida. Ele já comunicou o diretório do PT no Rio Grande do Sul, a pedido do próprio Lula, que não disputará as eleições de outubro.

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