Para Tarso, reforma ministerial fica para janeiro

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciará seu segundo mandato com apenas "dois ou três" novos ministros e deixará a troca de outros nomes de sua equipe para o mês de janeiro. A previsão foi feita durante entrevista à Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira, na qual Tarso também teve o cuidado de ressaltar que estava emitindo uma avaliação pessoal e não divulgando uma informação de governo. Para Tarso, o presidente tem sido "muito econômico" ao falar da formação de sua nova equipe. "Ele tem definido mais conceitos do que nomes", revelou. Segundo o ministro, a montagem do primeiro escalão do governo segue neste ano critérios diferentes daqueles usados em 2002. "No ministério anterior, os ministros eram nomeados e eles procuravam garantir o apoio do seu partido e do parlamento. Agora, o governo se organiza a partir de um conselho de coalizão. O conselho já fez uma reunião, fará outra nesta quinta, e a partir daí o presidente faz um roteiro de conversas com as lideranças para visualizar a formação do próximo governo", explicou Tarso. Apontado pela imprensa como possível sucessor de Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça, Tarso disse que até agora ninguém foi convidado para o cargo. Durante a entrevista, o ministro criticou o reajuste dos subsídios dos deputados federais e senadores e voltou a advertir que o governo federal não vai repassar verbas para cobrir o aumento.

Agencia Estado,

18 Dezembro 2006 | 19h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.