Para Tarso, governo federal não tem culpa de ataques do PCC

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Tarso Genro, disse nesta terça-feira, em Fortaleza, que o governo federal não pode ser responsabilizado pela série de ataques e rebeliões, em São Paulo, comandadas pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele ressaltou que o governo paulista não aceitou a ajuda oferecida. "O que estamos fazendo é tentando colaborar com todos os meios", afirmou, lembrando que a questão de segurança é prevista na Constituição como sendo de responsabilidade estadual.Questionado se concordava com a colocação feita pelo ex-governador de São Paulo e atual pré-candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, de que a onda de violência teria sido provocada pelo atraso de repasse de recursos federais, Tarso Genro afirmou não existir tal reclamação. "Seria atribuir a ele (Alckmin) uma responsabilidade que ele não tem (com o episódio). Se fosse um problema relacionado a recursos do governo federal, esse problema teria ocorrido em outros Estados", rebateu o ministro.Tarso Genro esteve em Fortaleza participando, pela manhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), de uma reunião com os representantes nordestinos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).DenúnciasSobre as denúncias feitas pela revista Veja desta semana contra o presidente Lula e outros petistas, o ministro disse que esse assunto já foi devidamente respondido. "É uma matéria caluniosa e mentirosa", classificou o ministro. Segundo ele, a crise política está sendo superada graças a um "diálogo de alto nível com a própria oposição". "Estamos caminhando para a normalidade. E isso é o que todos os democratas querem, seja qual for sua conotação ideológica: que tenhamos um ano eleitoral saudável e que aquele que ganhar tenha legitimidade para governar", afirmou. PMDBTarso Genro também comentou o trabalho que está sendo feito no sentido de formar uma grande coligação para disputar as eleições de outubro. Para o cargo de vice, numa eventual chapa encabeçada por Lula, considerou o PMDB como aliado preferencial, embora ache difícil o partido largar como aliado no primeiro turno. "Queremos o PMDB como parceiro de governo com responsabilidade definida. Respeitamos se ele tiver candidato (próprio) no primeiro turno. É um direito dele. Mas nós também temos o direito de dizer ao PMDB que seria muito bom para o País se ele se somasse a uma coalizão de partidos para dar uma estabilidade mais definida, mais consolidada para o próximo governo, que nós pensamos que será do presidente Lula, se ele for candidato", afirmou.Tarso citou Jarbas Vasconcelos e Nelson Jobim como bons nomes no PMBD para serem vices de Lula. Ele também disse que o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) e o atual vice-presidente, José Alencar, são nomes muito citados.

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