Para Tarso, depoimentos mostram que Dilma agiu na legalidade

O ministro da Justiça, Tarso Genro,avaliou na quinta-feira que os depoimentos no Senado daex-diretora e do ex-presidente da Agência Nacional de AviaçãoCivil (Anac), Denise Abreu e Milton Zuanazzi, mostraram que aministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, agiu na legalidade nocaso da venda da Varig. "O que se viu foi um esforço do governo para solucionar umproblema que interessava a todo o país (a venda da Varig)",disse ele a jornalistas ao deixar evento de tecnologia para osetor bancário em São Paulo. A ex-diretora da Anac reafirmou que houve pressão da CasaCivil na venda da Varig, mas não apresentou provas. "Foi um debate político e é natural a oposição se moverpara criar constrangimentos políticos, faz parte do jogodemocrático", acrescentou Genro. Na avaliação do ministro, "o governo não cometeu nenhumailegalidade e a ministra Dilma não sofreu nenhuma acusação deter interferido diretamente". Nesse caso concreto, disse ele, "a ministra Dilma operouuma solução legal, constitucional, e também consultou osconselheiros porque é uma pessoa competente e responsável.Nenhum indício de delito ou irregularidade foi comprovado",reiterou. Questionado sobre a aprovação da Contribuição Social para aSaúde (CSS) pela Câmara, que a oposição pretende contestar noSupremo Tribunal Federal, Tarso disse não verinconstitucionalidade no tributo. "Não vejo nenhum problema de constitucionalidade, mas esseainda não é um assunto pertinente para o Ministério da Justiçase manifestar, ainda está no âmbito do parlamento", ressaltou.(Reportagem Taís Fuoco)

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