Para Suplicy, decisão sobre Battisti foi adequada

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) avaliou hoje como "a mais adequada" a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar o italiano Cesare Battisti. Em visita ao vice-presidente José Alencar, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Suplicy disse ter chegado à conclusão, depois de analisar com profundidade o caso, de que Battisti não cometeu os crimes pelos quais é acusado.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

31 Dezembro 2010 | 17h38

O senador do PT de São Paulo afirmou que ele não teve um "devido direito de defesa". Suplicy afirmou também que se dispõe a ir à Itália conversar com o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi para tentar persuadi-lo de que a decisão de Lula foi a mais correta. "Eu, como muito amigo da Itália e tendo estudado em profundidade o caso, inúmeras vezes, cheguei à conclusão de que ele não cometeu os quatro assassinatos pelos quais foi acusado e não teve o devido direito de defesa", defendeu.

De acordo com o senador do PT, nunca um juiz nem uma autoridade policial perguntaram a Battisti se ele havia realmente cometido os crimes. "A decisão do presidente Lula de não extraditar Battisti é a mais adequada", afirmou, ressaltando que tem a convicção de que o italiano, de acordo com ele, sabe admirar os ensinamentos do físico, matemático e astrônomo Galileu Galilei e do artista plástico, cientista e escritor italiano Leonardo da Vinci. "Eu estou persuadido de que a decisão do presidente Lula foi a mais correta", acrescentou.

Alencar - Suplicy chegou ao Sírio-Libanês por volta das 16h30 carregando um pequeno presépio de madeira, comprado na Palestina. Ele disse que foi convidado pela Autoridade Palestina (AP) a assistir, na Igreja da Natividade, em Belém, à missa de Natal, onde comprou o presente para Alencar. "Eu estava viajando, estive na França, na Bélgica e na Palestina. E justamente trouxe para o José Alencar e para Mariza Silva um presépio", relatou.

O senador ressaltou que o vice-presidente é um "exemplo para todos os brasileiros" e que ele será lembrado na posse da presidente eleita Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer, amanhã (01). Após a visita, Suplicy disse que se surpreendeu com o estado de espírito de Alencar e contou que ele afirmou que o melhor remédio para ele, no momento, seria comparecer à festa da posse. O senador petista relatou ainda que o vice-presidente estava acompanhado de familiares, entre eles a mulher, filhos e netos. Suplicy disse que Alencar tinha nas mãos antigas cartas de parentes. "Ele estava recordando fatos de sua vida", descreveu.

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