Para Simon, PMDB poderá ter candidato se mantiver convenção

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) avaliou nesta segunda-feira que "o primeiro round" para garantir que seu partido tenha candidato próprio à Presidência da República será manter a convenção da legenda no dia 11 de junho. "Os governistas querem transferir para o dia 29", disse Simon, que criticou o PMDB por não dar à candidatura presidencial a mesma importância de PT e PSDB. Para o senador, o PMDB e o grupo do partido ligado ao governo atribuem papel "secundário" à disputa nacional.Simon voltou a dizer que não briga pela vaga, mas sim pela tese da candidatura própria. Se o partido chegar a um entendimento, "meu nome pode até ser indicado, mas eu não estou brigando pela minha candidatura", enfatizou o senador. O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), tem a mesma avaliação de que a convenção precisa ser confirmada no dia 11. Uma transferência para data posterior às convenções estaduais estaria virtualmente inviabilizando a candidatura própria, reforçou Rigotto, que almoçou nesta segunda-feira com Simon e parlamentares da Comissão Mista Especial do Salário Mínimo do Congresso. A comissão realiza audiência pública esta tarde em Porto Alegre (RS).Rigotto considerou que o nome de Simon favoreceria uma aliança do PMDB com PPS e PDT, embora tenha ressaltado que os dois partidos têm pré-candidatos ao Planalto. Ao ser questionado sobre se poderia abrir mão de sua pré-candidatura à Presidência para apoiar Simon, o senador Cristovam Buarque (PDT), admitiu esta possibilidade, mas afirmou que a decisão cabe ao partido. "Se meu partido fizer esta opção, eu não serei obstáculo nenhum", declarou Cristovam, que também participou do encontro com Rigotto.O fato de o PMDB ter apresentado outros nomes antes de Simon dificulta a arrancada de sua candidatura, concordou Cristovam, lamentando que o peemedebista não tenha sido lançado antes. "Eu lamento que ele não tenha entrado até há mais tempo, porque é uma das personalidades mais respeitadas no Brasil", disse o senador pedetista.Para Rigotto, o ideal seria que Simon contasse com um nome de outro partido na vaga de vice. Ele avaliou que o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho não seria obstáculo a um entendimento neste sentido e poderia ceder a vaga de vice a outra legenda. A maior dificuldade do partido, na ótica de Rigotto, não seria vencer a resistência da ala governista, mas sim contornar os arranjos regionais que avançaram enquanto o partido discutia as várias alternativas. Como os partidos estão presos à verticalização, a opção nacional do PMDB poderia inviabilizar entendimentos já amarrados nos Estados, analisou o governador.

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