Para Simon, Lula deveria ficar calado sobre caso Lina e Dilma

Tucano afirma que presidente está sendo o maior adversário da ministra e que deveria 'calar a boca'

Carol Pires, AE

17 de agosto de 2009 | 17h34

Ao saber que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira a mostrar a agenda que comprovaria a reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que Lula "está falando demais" e deveria ficar calado. Lina Vieira afirma que a ministra lhe pediu para "agilizar" as investigações contra o empresário Fernando Sarney, mas Dilma Rousseff nega o encontro.

 

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"Seria tão mais simples e tão mais fácil se a secretária (Lina) mostrasse a agenda do encontro com a Dilma. Ela não precisaria gastar dinheiro, pegar um avião. Era só pegar as duas agendas", disse Lula, ao responder às perguntas dos jornalistas após o encontro com o presidente do México, Felipe Calderón. "Toda vez que se começa a fazer carnaval com coisas que não dão samba, as coisas vão ficando cada vez mais desacreditadas na opinião pública", disse o presidente.

 

"O Lula deveria calar a boca. Ele está falando demais. Faz uns 15 dias que ele está sendo o maior adversário da Dilma, ele deve ter mandado a Dilma pedir (a Lina Vieira que encerrasse as investigações envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney). Se houver tropa de choque, haverá resposta, ela tem que ser respeitada", disse Simon, na tarde desta segunda-feira, 17. Lina Vieira contará sua versão da história em audiência marcada para esta terça-feira, 18, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

 

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse nesta segunda-feira, 17, que vai apresentar dois requerimentos à CCJ - um de convite para que Dilma Rousseff fale à comissão sua versão da história, e outro propondo a acareação de uma com a outra. Os oposicionistas sabem, entretanto, que a possibilidade de aprovar qualquer um dos pedidos será difícil. A CCJ é composta 23 senadores titulares, sendo 14 da base aliada e apenas nove da oposição. "A agenda é irrelevante. Pode ter sido encontro extra agenda. Nem sempre há agenda, nem sempre há anotações", observou o senador tucano. "A acareação acabaria com o dito pelo não dito", avaliou.

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