Para Simon, Lula deveria ficar calado sobre caso Lina

Ao saber que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira a mostrar a agenda que comprovaria a reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que Lula "está falando demais" e deveria ficar calado. Lina Vieira afirma que a ministra lhe pediu para "agilizar" as investigações contra o empresário Fernando Sarney, mas Dilma Rousseff nega o encontro.

CAROL PIRES, Agencia Estado

17 de agosto de 2009 | 18h25

"Seria tão mais simples e tão mais fácil se a secretária (Lina) mostrasse a agenda do encontro com a Dilma. Ela não precisaria gastar dinheiro, pegar um avião. Era só pegar as duas agendas", disse Lula, ao responder às perguntas dos jornalistas após o encontro com o presidente do México, Felipe Calderón. "Toda vez que se começa a fazer carnaval com coisas que não dão samba, as coisas vão ficando cada vez mais desacreditadas na opinião pública", disse o presidente.

"O Lula deveria calar a boca. Ele está falando demais. Faz uns 15 dias que ele está sendo o maior adversário da Dilma, ele deve ter mandado a Dilma pedir (a Lina Vieira que encerrasse as investigações envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney). Se houver tropa de choque, haverá resposta, ela tem que ser respeitada", disse Simon, esta tarde. Lina Vieira contará sua versão da história em audiência marcada para amanhã, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse hoje que vai apresentar dois requerimentos à CCJ - um de convite para que Dilma Rousseff fale à comissão sua versão da história, e outro propondo a acareação de uma com a outra. Os oposicionistas sabem, entretanto, que a possibilidade de aprovar qualquer um dos pedidos será difícil. A CCJ é composta por 23 senadores titulares, sendo 14 da base aliada e apenas nove da oposição. "A agenda é irrelevante. Pode ter sido encontro extra agenda. Nem sempre há agenda, nem sempre há anotações", observou o senador tucano. "A acareação acabaria com o dito pelo não dito", avaliou.

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