Para Serra, Marta faz malabarismo eleitoral ao prometer obras

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse que sua adversária Marta Suplicy (PT), está fazendo malabarismo eleitoral ao anunciar obras de última hora, como a retomada das obras do Fura-Fila, que foi rebatizado de Paulistão. "Evidentemente ela ( a prefeita) não vai retomar coisa nenhuma, deixou a obra parada e agora, às vésperas das eleições, quer dar a impressão para o pessoal do Ipiranga de que vai trabalhar de novo", criticou ele, durante caminhada no início da tarde na zona oeste da Capital.Segundo Serra, além do Fura-Fila, a atual administração municipal também vem fazendo o mesmo com outras obras, citando a do hospital M´Boi Mirim. "Agora ameaçam retomar as obras só para colocar placa. É a chamada administração publicitária, pois se quisessem fazer alguma coisa, já teriam feito há muito tempo. De última hora não há seriedade nisso", reiterou. O tucano disse que tem propostas sérias para a cidade e não propostas eleitorais para impressionar os eleitores às vésperas das urnas.O candidato do PSDB reafirmou que se for eleito vai concluir as obras do fura-fila "de uma vez por todas". De acordo com ele, a atual administração gastou mais do que a anterior, de Celso Pita, nessas obras. "Foram R$ 190 milhões, enquanto a do Pitta colocou R$ 170 milhões. Só para uma consultoria, gastaram R$ 20 milhões", disse. "Além disso, pararam a obra, pegaram o dinheiro do BNDES e colocaram nos corredores de ônibus. Com isso, quem perde é a cidade." Autoritarismo Serra disse que o governo Lula vive um momento de "surto autoritário". "É a mordaça do Ministério Público, o sufoco a liberdade de imprensa, o controle da produção cultural e agora a cassação ao direito de palavra do cidadão." "O funcionário público trabalha para o público e é um cidadão que tem direito a dar a sua opinião", disse, ao falar sobre a proposta de mordaça para os servidores públicos. Depois da crítica, Serra disse que essa tentativa não vai dar certo porque a opinião pública, a população e os formadores de opinião não vão deixar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.