Para Serra, Hugo Chávez é o causador da instabilidade

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi questionado por jornalistas hoje, em Blumenau (SC), sobre como agiria no caso da crise entre Venezuela e Colômbia, que romperam relações diplomáticas. Serra respondeu que o Brasil tem que desempenhar papel de intermediação na paz da América Latina e, especialmente, na América do Sul. O candidato afirmou também que a instabilidade é causada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

23 Julho 2010 | 19h53

"Diante de denúncias que para ele são difíceis de rebater, preferiu criar um factoide, que foi a questão da ruptura diplomática", disse, em referência às acusações do governo colombiano de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) atuam na Venezuela. "Mas tem que se procurar uma solução pacífica que evite conflitos na América do Sul. Em princípio, vale trabalhar para evitar conflitos em todo mundo, mas muito especialmente nas nossas fronteiras. Convenhamos que isso está por ser mais prioritário ainda," acrescentou.

Serra também criticou a política internacional adotada pelo governo federal. "Gastou muito tempo numa ação que não deu em nada, só deu desgaste para o Brasil com relação ao Irã, que é muito distante daqui". Segundo ele, seria melhor que o governo tivesse empregado os esforços na pacificação dos países banhados pelo Oceano Pacífico na América do Sul. "Isso teria sido, a meu ver, a tarefa fundamental. E tem que fazê-lo agora."

Polêmicas e propostas

Retomando a discussão levantada recentemente pelo seu vice, deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), Serra voltou a se referir à guerrilha colombiana. "Há um elemento que atrapalha, que é a ligação do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)", afirmou. "É preciso deixar essa coisa de lado e ter um papel efetivo nessa pacificação."

Serra também disse que estava anunciando em Santa Catarina que as duplicações da BR-101 e da BR-470 serão prioridade, caso seja eleito. "Não estou fazendo uma promessa ou assumindo um compromisso, estou fazendo um anúncio", ressaltou. "Essa questão é fundamental, é prioritário fazê-lo não só para Santa Catarina, é para o Brasil porque aqui escoa boa parte da produção que é exportada." Segundo ele, a colocação de recursos não será problema. "Até o começo de junho, foram arrecadados R$ 500 bilhões", disse. "A arrecadação é coisa fantástica, trata-se de gastar bem o dinheiro, escolher bem as prioridades."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.