Para Serra, CPI é "pretexto eleitoral"

O ministro da Saúde, José Serra (PSDB), classificou nesta sexta-feira a proposta dos partidos de oposição de criar a CPI da corrupção como "um pretexto eleitoral"."Eu não tenho nada a temer, mas, muitas vezes, essas CPIs não são mais do que um pretexto eleitoral em cima de investigações que já estão sendo realizadas", afirmou Serra ao lançar o Programa de Profissionalização de Trabalhadores na Área de Enfermagem (Profae), no Memorial da América Latina, em São Paulo, No requerimento da CPI, as legendas de oposição ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso relacionaram 22 denúncias de irregularidades a serem investigadas.Ao ser questionado sobre quem poderia ser beneficiado com a eventual instauração da CPI, Serra respondeu que seriam "aqueles que acreditam no quanto pior, melhor". "Quem não tem nada a propor a respeito do Brasil; quem só sabe adotar uma atitude do quanto pior, melhor, e quem precisa disso (a CPI) para criar ondas artificiais de escândalo", disse.Encerrada a cerimônia, que lotou o Auditório Simão Bolívar, do Memorial da América Latina, Serra esbanjou simpatia. Cumprimentou todos os que o procuravam, atendeu vários pedidos e posou para fotografias. Perguntado se se considerava simpático, respondeu: "Minha mãe me acha simpático." Na quinta-feira, seu adversário no PSDB à sucessão de FHC, o governador do Ceará, Tasso Jereissati, disse que "às vezes Serra não é tão simpático - mas sua característica de homem público é de ser muito mais competente e ético do que simpático".

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