Para senador do PMDB, quem se absteve é 'gay cívico'

Camata não cita nomes; Renan e Mercadante dizem estar entre os seis que não opinaram

ROSA COSTA, Agencia Estado

13 Setembro 2007 | 18h36

Ao fazer uma avaliação sobre a absolvição em plenário do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-ES), o senador Gerson Camata (PMDB-ES) criticou a atuação do PMDB, "que está uma vergonha", do PT, "pela habilidade genial com que conseguiu começar a extinção do Senado" e do aparecimento do que ele chamou de "gay cívico".  Veja Também:  Seis partidos lançam ofensiva para tirar Renan'Eu próprio votei pela abstenção', afirma RenanSaiba tudo sobre o Caso Renan e dê sua opinião  Camata explicou que a adjetivação cabe aos seis senadores que se abstiveram no julgamento de Renan. Não citou nomes, mas entre os que se abstiveram está o ex-líder do governo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). O próprio Renan admitiu nesta quinta-feira ter sido uma das abstenções. "Gay cívico é o senador que não vota nem sim nem não", justificou. "Ele é meio termo, ele está no meio, quer dizer que, além de esconder na covardia vergonhosa da votação secreta, ele se esconde na abstenção...ele não está nem para lá nem cá, ele é coluna do meio", acrescentou.  Um dia após a absolvição por 40 votos a 35, Renan afirmou ao chegar ao Congresso que não vai tirar férias nem licença da presidência e que foi um dos votos de abstenção no julgamento da última quarta, em que os senadores decidiram pela manutenção de seu mandato parlamentar. "Eu próprio votei pela abstenção", afirmou.  O senador solicitou que, na sua afirmação, constasse o esclarecimento de que não tem intenção de atingir os homossexuais. "Por amor de Deus, põe aí que eu não quero ofender os gays", pediu. Para o senador, a idéia do presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), de extinguir o Senado, começou a ganhar forma com a iniciativa de petistas de inocentarem Renan. "Isso surgiu na convenção do PT, estou ficando simpático à idéia, porque o PT deu ontem o golpe de morte no Senado com a posição dos gays cívicos". O senador era acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Junior, como uma pensão destinada à jornalista Mônica Veloso - com quem Renan tem uma filha fora do casamento. Além desta representação, Renan é alvo de mais três processos e dois já correm no Conselho de Ética. Ele é acusado de beneficiar a cervejaria Schincariol, ser dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas e ter participado de um suposto esquema de propina envolvendo membros do PMDB.

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