Para secretário, mudanças na reforma foram um bom negócio

O secretário de Previdência Social do Ministério da Previdência, Helmut Schwarzer, acredita que o governo tenha feito um bom negócio ao aceitar mudanças na proposta original da reforma previdenciária com o Congresso Nacional. "Nós fizemos várias contas para o governo federal e para sete estados da federação, e chegamos à conclusão de que num horizonte de 20 anos nós não teremos perdas significativas", garantiu Schwarzer, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele disse que, no caso da União, com as mudanças na proposta de emenda constitucional, houve uma redução no impacto fiscal de cerca de 3%, em relação a proposta original, o que, na opinião do secretário, é muito pouco se for levada em consideração a vantagem de facilitar a tramitação da reforma na Câmara. Ele explicou também que em todos os Estados, assim como na União, existe um passivo previdenciário muito grande, de tal forma que os desembolsos futuros, nos próximos 20, 30 anos tendem a crescer muito mais do que a capacidade de arrecadação do sistema. "O que nós estamos conseguindo (com a proposta) é estabilizar, reverter a tendência de crescimento (dos desembolsos) ao longo desses 20 anos", disse. Novo ajusteSchwarzer confirmou que, com as mudanças na proposta de reforma da Previdência, haverá uma economia de R$ 50 bilhões nos próximos 20 anos. Ele explicou que o novo texto de reforma trará nos próximos 15 anos uma redução dos gastos em relação a proposta original do governo, mas nos cinco anos seguintes terá um gasto superior, "em função das aposentadorias integrais, que terão ganhos superiores às que seriam calculadas pela média". "No entanto, mesmo assim a tendência é de queda e abaixo da trajetória que teríamos sem nenhuma reforma", observou o secretário. Ele ponderou também que no Brasil, assim como em outros países do mundo, a expectativa de vida é crescente. "Certamente dentro de alguns anos, oito, dez, onze anos, nós vamos ter uma nova expectativa de vida no Brasil. Se isso por um lado é bom, por outro, para os sistemas previdenciários vai exigir um novo ajuste".

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