Para Sarney, MST cometeu 'excesso' em invasão

Mas presidente do Senado afirma que movimentos populares não devem ser 'demonizados'

Carol Pires, da Agência Estado,

07 de outubro de 2009 | 12h50

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), definiu na manhã desta quarta-feira, 7, como um "excesso" a destruição de parte de uma plantação de laranja na fazenda Santo Henrique, no interior de São Paulo, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). O senador ponderou, no entanto, que o fato, ocorrido na última segunda-feira, 5, em Borebi, não pode ser usado para "demonizar" movimentos sociais. Durante a ação na área do grupo Cutrale, foram destruídos 7 mil pés de laranja pelos sem-terra.

"Eu acho que não devemos criminalizar os movimentos populares. Não se deve demonizar o MST. Os excessos devem ser combatidos. E, evidentemente, esse foi um excesso e devem ser analisadas as responsabilidades", afirmou o presidente, ao chegar ao prédio do Senado.

Sarney foi provocado a se pronunciar sobre a articulação que vem sendo feita por líderes do DEM para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o MST, mas se esquivou de opinar sobre a proposta de investigação. "Nunca fui a favor ou contra. Na hora que ele chega à mesa, eu leio. Isso não tem nenhuma dúvida. Com todas têm sido assim. Eu cumprirei porque sou fiel servo do regimento interno da Casa", disse.

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