Para Renan, verticalização enfraquece PMDB

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), jogou por terra a possibilidade de o PMDB lançar candidato à Presidência da República, ao analisar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve a verticalização, regra que obriga os partidos políticos a repetirem nos Estados a coligação para a eleição presidencial."Agora perde força no PMDB o projeto próprio de poder", disse o senador. A estratégia do PMDB, segundo Renan, será dar prioridade às eleições nos Estados para fortalecer seus candidatos aos governos e ampliar sua representação no Congresso.Apesar de o STF ter ficado na contramão do Congresso, que recentemente derrubou a verticalização, o presidente do Senado reagiu com tranqüilidade. "Não há conflito nenhum de competência nem enfraquecimento da posição do Congresso. A própria Constituição define a competência de cada um dos poderes", afirmou.Com a manutenção da regra estabelecida em 2002, o senador vai tentar um entendimento com a ala de oposição do PMDB com o argumento de que, sem um candidato ao Planalto, o partido ficará livre para montar e fortalecer seus palanques nos Estados.Se lançar candidato próprio, o PMDB fica engessado nos Estados. Não poderia, por exemplo, fazer aliança com o PT e PSDB, que terão candidatos ao Planalto. Caso fique sem candidato, poderá receber apoio informal desses partidos e de outros, como também deixará o grupo governista à vontade para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O grupo de Renan, que é favorável à reeleição de Lula, admite adiar a convenção prevista para 8 de abril. Esse encontro, destinado a discutir os rumos do PMDB, foi solicitado por 12 diretórios estaduais, respaldados pelos integrantes da ala governista. A idéia agora é negociar com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), uma nova data que não seja tão próxima de junho, quando acontecem as convenções partidárias para a homologação dos candidatos.

Agencia Estado,

22 de março de 2006 | 20h21

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