Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Para Renan, independência do Banco Central é 'ajuste dos ajustes'

Presidente do Senado já havia sugerido medida ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta semana

Isadora Peron e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2015 | 14h19

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a defender a formalização da independência do Banco Central. Após a ida do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao Senado nesta terça-feira, 31, o peemedebista classificou a medida como o "ajuste dos ajustes".

"A independência do Banco Central é o ajuste dos ajustes. É isso que vai sinalizar no sentido da previsibilidade, da segurança jurídica, da política monetária. Essa é uma discussão que não podemos sonegá-la, de forma nenhuma, no Parlamento", disse o presidente do Senado.


Na segunda-feira, 30, Renan avisou ao ministro que o PMDB iria apresentar um projeto de lei para regulamentar a independência do Banco Central. A ideia é que os diretores do órgão tenham mandatos de cinco anos e não coincidentes com o do presidente da República.

Durante a campanha eleitoral de 2014, o tema foi usado pela então candidata à reeleição, Dilma Rousseff, para criticar a adversária Marina Silva (PSB). Em uma peça publicitária, a campanha da petista insinuava que a medida, proposta por Marina, iria tirar a comida do prato dos brasileiros.

O PMDB, no entanto, já tentou em outros momentos aprovar a medida. Em 2013, Renan tentou colocar em votação um projeto semelhante. A proposta, no entanto, não prosperou.

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