Para Renan, declaração de usineiro é 'briga de província'

João Lyra confessou sociedade secreta com o presidente do Senado na compra de rádio e jornal em Alagoas

ROSA COSTA, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 13h37

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), reafirmou nesta terça-feira, 14,  sua versão de que os processos contra ele no Conselho de Ética do Senado resultam de uma briga política local, alagoana. Questionado por jornalistas sobre a declaração do empresário e ex-deputado alagoano João Lyra (PTB) de que Renan é que teria pedido para registrar em nome de "laranjas" duas emissoras de rádio adquiridas em sociedade pelos dois respondeu:   Veja tambem:    Cronologia do caso Renan  Veja especial sobre o caso Renan    Veja os 30 quesitos da perícia da PF        "O importante é ter calma. Ficou claro que isso é uma questão de província transportada para o plano nacional. O povo vai ter oportunidade de ver."O corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma (DEM-SP), anunciou hnesta terça que na próxima quinta-feira conversará com Lyra, ex-sócio de Renan, sobre a afirmação de que as emissoras estão em nome de "laranjas" (falsos proprietários).   Renan é alvo de processo no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de ter despesas pessoais pagas por lobista ligado à construtora Mendes Junior.   Além desta representação, o presidente do Senado vai responder por mais duas. O PSOL abriu pedido para apurar denúncia de que Renan teria favorecido a cervejaria Schincariol em troca de favores.   Na quinta-feira, a Mesa Diretora do Senado analisa se aceitar a terceira representação contra Renan, de que ele seria dono oculto de duas rádios em Alagoas. Pela lei, parlamentares não podem ser donos de rádio ou emissoras, por serem concessões públicas.    

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