Para Renan, acusações de Calero não afetam Temer

Senador divulga nota em defesa do presidente da República envolvido em suspeita de tráfico de influência, segundo ex-ministro da Cultura

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2016 | 17h38

BRASÍLIA - Em meio à crise do caso Geddel no Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou longa nota em defesa do presidente Michel Temer. Apesar de assumir que o ambiente é de crise, Renan afirma que o Senado se comportará com equilíbrio e garante a manutenção do calendário de votações da Casa, inclusive da PEC do Teto. 

"As alegações do ex-ministro da Cultura não afetam o Presidente Michel Temer, que reúne todas as condições para levar adiante o processo de transição. As  mexidas ministeriais tampouco afetarão o calendário de votações do Senado, que inclui a PEC do limite de gastos e o projeto de abuso de autoridade", escreveu.

O peemedebista citou outros projetos que estão na pauta de votação do Senado até o fim do ano, como a lei de licitações, a legalização dos jogos de azar e o fim da reeleição para cargos do Executivo. De acordo com Renan, se necessário, o recesso parlamentar de fim de ano será cancelado.

O presidente do Senado aproveitou para orientar que a Câmara faça o mesmo, e sugeriu a Rodrigo Maia (DEM-RJ) que adote um calendário de votações expressas.

Renan afirma ainda que o momento é de superar "falsas polêmicas". Na nota, ele cita outros momentos de crise, como o afastamento da presidente Dilma Rousseff, e alega que o Senado agirá com a crise de Temer da mesma maneira: "equilíbrio, responsabilidade e atento à soberania e independência entre os Poderes". 

A crise política atual deriva do pedido de demissão do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que foi acusado pelo ex-ministro de Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar empreendimento imobiliário embargado em Salvador, onde Geddel diz ter apartamento. Em depoimento à Polícia Federal, Calero afirmou que o presidente Temer também o pressionou a atender o pedido de Geddel.

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