CPI PETROBRÁS;LAVA JATO;VACCARI;DUQUE;BARUSCO
CPI PETROBRÁS;LAVA JATO;VACCARI;DUQUE;BARUSCO

Para relator da CPI, acareação entre Vaccari, Duque e Barusco é precipitada

Deputado Luiz Sérgio avaliou que antes disso é preciso ouvir o depoimento do doleiro Alberto Youssef

Daiene Cardoso, Ricardo Brito e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2015 | 18h42

BRASÍLIA - O relator da CPI da Petrobrás, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), considerou precipitada a possibilidade da comissão convocar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-diretor da estatal Renato Duque e seu subordinado, Pedro Barusco, para uma acareação. O pedido de acareação deve ser encaminhado pelos parlamentares da oposição, uma vez que Vaccari, Duque e Barusco são apontados como operadores do esquema que supostamente teria beneficiado o PT. 


"Decidir por um processo de acareação em que nós sequer ouvimos ainda aquele que era o banco central da corrupção, que era o (doleiro Alberto) Youssef, eu acho precipitado", disse Luiz Sérgio.


Após depoimento de sete horas de Vaccari, o relator considerou "positiva" a decisão do tesoureiro falar aos parlamentares mesmo com a garantia de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que o permitia ficar calado. Para Luiz Sérgio, Vaccari decidiu falar "para não deixar perguntas sem respostas".


O petista voltou a cobrar que outros citados na Operação Lava Jato sejam ouvidos pela CPI. "Não podemos transformar a CPI da Petrobrás em uma CPI que se ouve apenas diretores da Petrobrás e membros do PT. Esse é um processo mais amplo. O PT não é o partido que tem mais parlamentares citados neste escândalo", enfatizou. Em sua avaliação, teria sido melhor se os empresários tivessem sido ouvidos antes dos citados na investigação da Polícia Federal. 



Assim como Vaccari, o relator também desqualificou a delação premiada de Youssef por considerar que ele já mentiu em outras ocasiões e que poderia estar faltando com a verdade mais uma vez. "Como houve uma mentira, pode haver outras mentiras", concluiu.


Ratos. Sobre o incidente envolvendo ratos no plenário, Luiz Sérgio lembrou que o Parlamento já tem uma aprovação "mais baixa que o governo" da presidente Dilma Rousseff e que o episódio piora a imagem da Casa. "Aqueles que buscam transformar isso num circo só contribuem para o descrédito do Legislativo", destacou. 


O petista acredita que houve orientação de parlamentares para que o servidor soltasse os animais na sessão e insinuou que o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) tenha participado da ação porque o ex-funcionário da Câmara já foi seu assessor. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.