Para Rebelo, MP é um atalho diante de problemas urgentes

O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, disse hoje que os presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), têm razão em reclamar do excesso de Medidas Provisórias. "O governo admite que editou um número de Medidas Provisórias a mais do que seria prudente para o bom andamento dos trabalhos da Câmara e do Senado", afirmou. Para Rebelo, embora o governo se comprometa a fazer um "extremo esforço" para editar menos medidas provisórias, o problema é que muitas vezes um ministério julga que a MP é "um atalho" diante de problemas urgentes a resolver. Até hoje, ogoverno de Luiz Inácio Lula da Silva editou 95 MPs, uma média de 5,58 por mês. Em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, Rebelo fez um balanço extremamente positivo das propostas aprovadas pelo Congresso nas duas últimas semanas e procurou amenizar as polêmicas adiadas, como a votação das Parcerias Público Privadas (PPPs), projeto encalhado no Senado."A oposição não apontou de forma objetiva onde está a divergência em relação a este projeto. O que há é uma resistência de caráter político", afirmou Rebelo. O Planalto considera a aprovação do projeto fundamental para a retomada do crescimento econômico, por causa dos investimentos para a área de infra-estrutura.Rebelo disse confiar na aprovação da proposta que institui as PPPs quando o Congresso voltar do recesso, em agosto, apesar da proximidade das eleições municipais de prefeitos e vereadores, marcadas para outubro.

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