Para Reale Júnior, pai deixa "obra imperecível"

O jurista Miguel Reale Júnior, filho de Miguel Reale, falecido na madrugada em sua residência, em São Paulo, disse que seu pai deixa uma obra "imperecível" no capítulo do pensamento e da literatura brasileiras, mas principalmente por ter promovido e coordenado a nova edição do Código Civil Brasileiro. "É obra que perdurará porque vai regular a vida de todos os brasileiros no seu cotidiano. Seu pensamento e ideais de justiça estarão presentes todos os dias e, para mim, isso significa uma alegria no dia em que a perda dele me faz pensar sobre o mistério da vida", afirmou.Reale Júnior disse que seu pai ficou hospitalizado na semana passada, mas teve melhora e retornou logo para casa. Ele teve uma infecção pulmonar. "Ontem à noite, ele assistiu em casa ao jogo Palmeiras e Cerro Porteño e, como bom palmeirense, sofreu muito (a equipe brasileira foi derrotada por 3 a 2). Depois, levantou-se e teve um enfarte", afirmou o filho.Eduardo Reale afirmou que o avô estava acompanhado de um enfermeiro e que teve um enfarte fulminante no momento em que, sentado na cama, colocava as meias para dormir. A morte ocorreu por volta da 0h20.O corpo está sendo velado na residência do jurista, nos Jardins. Segundo o assessor de imprensa da família, a intenção era realizar o velório na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, mas que isso não foi possível devido ao feriado. A única autoridade presente até agora é o governador de São Paulo, Claudio Lembo. Miguel Reale será sepultado às 16 horas, no cemitério São Paulo.

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