Para Quércia, prévia do PMDB lembra ditadura

Durante a convenção municipal do PMDB, realizada neste domingo, o ex-governador Orestes Quércia (SP) declarou que "foi uma violência inaceitável" a decisão adotada pela Executiva nacional de reduzir para 3.870 o número de participantes nas prévias de 20 de janeiro para a escolha do candidato peemedebista à presidência da República. "Isso é um casuísmo, lembrando a época da ditadura militar, quando se faziam leis de acordo com o interesse do governo", criticou."Não tem cabimento essa coisa de colégio eleitoral medido para ganhar", completou, ressaltando que em breve pedirá um prazo maior para a realização das prévias. "O ideal para o partido seria fazer essa prévia mais para frente. Eu não conversei com ninguém ainda, mas vou procurar o Michel Temer (presidente nacional do PMDB), o Itamar Franco (governador mineiro), as lideranças e propor mais um tempo. Assim a base do partido vai reagir e se empenhará em ter candidato próprio."Sobre a pesquisa do Ibope, realizada no início deste mês para governo do Estado de São Paulo e Senado - que apontou seu nome em 3º (15%) e 2º ( 21%) lugares respectivamente, o ex-governador disse que não descarta nenhuma das hipóteses. "Tenho preferência para ser candidato a senador, mas posso também posso sair como candidato a governador. Depende muito do quadro que se formará" , anunciou.Quércia também comentou o desempenho da governadora Roseana Sarney (PFL) nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, considerando-o um dado importante no quadro sucessório. "É uma questão que pode não ser tão simples como algumas pessoas acham. A candidatura dela pode ter uma expressão forte no meio da opinião pública." A convenção do PMDB, realizada nesta manhã na Câmara Municipal, reelegeu o diretório municipal, presidido pelo vereador Milton Leite (PMDB-SP).

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