Para prosseguir com caso Renan, oposição pode adiar LDO

O Congresso só entra em recesso, que começa em julho, se a LDO for aprovada

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h46

A oposição cogita adiar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) como forma de não interromper o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética. Pela lei, o Congresso só entra em recesso se a LDO, que traz os princípios para o Orçamento da União do ano seguinte, for aprovada. O recesso do Congresso tem início em 18 de julho e vai até o final do mês. "O recesso não será barreira ao processo de investigação. Se isso significar não votar a LDO, não votaremos", disse o líder do Democratas, senador José Agripino (RN). Renan conta com a ajuda de aliados para postergar o processo disciplinar no conselho de ética. Duas alternativas estão sob análise do seu grupo de apoio: enviar o processo ao Supremo Tribunal Federal ou reiniciar a investigação a partir de uma análise da Mesa Diretora do Senado. Nesta segunda-feira, senadores já apostavam na renúncia do presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), o que deve adicionar mais um grau de confusão ao caso. Evitando dar declarações públicas, senadores argumentam que o peemedebista não é do tipo que aguenta pressões. Quintanilha assumiu o posto na quarta-feira e, se sair, será a quarta baixa no órgão desde que o início da análise do caso Renan. Ele é alvo de inquérito por irregularidades em licitações e desvio de dinheiro público.

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