Para professor da UnB, entrada de Agnelo não muda histórico de corrupção no DF

'Há uma estrutura que de certa forma favorece a corrupção. É preciso ter mudanças estruturais importantes no sentido de descentralizar o poder', disse

Yolanda Foderlone, de O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 19h16

SÃO PAULO - O professor da UNB e cientista político João Paulo Peixoto não acredita que a possível entrada do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, mudará a história recente de corrupção. "Há uma estrutura que de certa forma favorece a corrupção. É preciso ter mudanças estruturais importantes no sentido de descentralizar o poder", disse em entrevista à jornalista Letícia Bragaglia.

 

 

Sobre a participação do atual presidente Lula no próximo governo, o especialista acredita que Dilma terá de tomar mais decisões sozinha. "Ela terá de ser ela mesma. Pode até consultar Lula, mas sem dúvida que não a todo momento."

 

 

Peixoto acredita na manutenção de alguns nomes nos cargos atuais. "Não haverá nenhuma revolução no governo Dilma. Pelo contrário, haverá uma continuidade."

 

 

Caso haja a vitória de Dilma, o cientista político diz que a tendência é de que a oposição ao governo continue fraca. "Deve ser uma oposição tímida. Pode melhorar porque a Dilma não deve ter os mesmo índices de aprovação que Lula", diz. "Para o Serra, caso haja derrota, será sua aposentadoria", completa.

 

 

O surgimento da candidata Marina Silva como uma terceira via foi considerada importante pelo professor. "Só esperávamos uma oposição mais firme, caso ela queira se firmar efetivamente como outra liderança."

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