Para presidente do TST, governo pune classe média e salva devedores

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, afirmou hoje que "o governo está empurrando todo o ônus da Previdência para a classe média e salvando a cara dos devedores históricos do sistema previdenciário". Ele cobrou a divulgação dos devedores históricos da Previdência antes do início da votação das reformas no Congresso.Para Francisco Fausto, com a divulgação desta lista as pessoas estarão mais dispostas a fazer sacrifícios. "Se ficar comprovado que há condições de ser resgatada a dívida, e que ela em grande parte supre o rombo previdenciário, acho que o governo não terá o direito de cobrar dos servidores ativos e inativos o sacrifício", afirmou. Porém, se ficar comprovado que esses créditos seriam insuficientes, os servidores públicos não se recusariam a contribuir. ?Só assim ficará claro o discurso do presidente Lula de que só a Reforma pode garantir o aposentado". Francisco Fausto participa da abertura solene do 7º Congresso Nacional da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), que este ano discute as reformas estruturais que estão sendo propostas pelo governo ao Congresso Nacional. ?Se eu sou, por exemplo, servidor aposentado e estou sendo chamado a pagar uma coisa que não devo ou pela qual já paguei, é óbvio que vou perguntar: estou pagando a conta de quem? Tenho direito fundamental a uma resposta". Ele também discordou da idéia do governo de suspender a cobrança de dívidas previdenciárias de empresas que venham a aderir ao novo Refis, programa de refinanciamento das dívidas com a Previdência. Isso porque, explicou, essas medidas beneficiam quem deve, e deixam em desvantagem os bons pagadores. "Enquanto quem deve terá suas dívidas reprogramadas, reescalonadas, planeja-se cobrar mais uma vez, à vista, de quem já tinha pago". As informações são do site do TST.

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