Márcio Fernandes|Estadão
Márcio Fernandes|Estadão

Para presidente do PT, partido não tem de pedir desculpas, mas 'corrigir rumos'

Questionado sobre atual fase de crise da legenda, Rui Falcão afirma que sigla sabe apontar seus próprios erros, mas que está afetada hoje por suas 'virtudes'

Ricardo Galhardo e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2016 | 17h24

Questionado sobre a necessidade de o PT fazer uma autocrítica de seu atual momento de crise, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, disse na tarde desta sexta-feira, 11, que a necessidade maior dentro da legenda é de 'correção de rumos' e não de pedir desculpas. "Neste momento, o que mais criva o PT são as nossas virtudes. Nossos erros nós saberemos apontá-los, no sentido de correção de rumo mais do que pedido de desculpas", afirmou, em entrevista coletiva durante intervalo da reunião do Diretório Nacional da legenda, em São Paulo.

Em entrevista ao Estado na semana passada, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, uma das figuras importantes do PT, disse que o partido deve assumir a responsabilidade por erros cometidos por dirigentes apontar em nome da legenda publicamente os que se beneficiaram pessoalmente.

"O companheiro Tarso Genro terá toda oportunidade de contribuir a apresentar a proposta em Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul e em várias oportunidades dos debates que faremos", disse Rui Falcão, ao comentar a declaração do ex-governador.

Ele acrescentou  que não ouviu de ninguém a intenção de sair do PT em virtude da crise que o partido passa e do descontentamento com a ideia majoritária de eleição para a direção do partido decidida em reunião nesta sexta, na capital paulista.

Eleição indireta. Pressionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), decidiu recuar e aceitar, na tarde de quarta-feira, 9, conforme informou o Estado, o formato de eleição indireta da próxima direção nacional do partido, por meio de delegados, no 6.º Congresso Nacional do partido. A decisão, considerada uma vitória de Lula, foi oficializada nesta sexta-feira. Até então, a CNB defendia que a nova direção fosse eleita por meio de um Processo de Eleições Diretas (PED), como determina o estatuto petista.

Já a forma escolha desses delegados foi decidida nesta sexta. Por 52 votos a 27 a CNB e aliados conseguiram aprovar a proposta de realização do PED. O formato será aplicado nos municípios para escolha das direções locais e delegados para os congressos estaduais do partido que, por sua vez escolherão os 600 representantes da sexta edição do Congresso Nacional do PT, marcado para os dias 7, 8 e 9 de abril do ano que vem.

Além dos 600 delegados em seus quadros em todo o País, a direção nacional do PT abriga 85 cargos e, a Executiva Nacional, 21. O número de filiados, segundo o partido, chega a 1,8 milhão de pessoas.

 

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