Para preservar influência, peemedebistas lançam ''G-8''

Grupo de integrantes da sigla com cargos e poder de pressão sobre governo apoia agora os ?emergentes?

Cida Fontes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2009 | 00h00

Inspirado pela sigla que identifica os países mais ricos e poderosos do mundo, um grupo de peemedebistas influentes com cargos no governo e poder de pressão se autointitulou de G-8.O grupo é formado pelo líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Eduardo Cunha (RJ), Fernando Diniz (MG), Eunício Oliveira (CE), Eliseu Padilha (RS), Jader Barbalho (PA), pelo presidente da Câmara, Michel Temer (SP), e pelo deputado licenciado Geddel Vieira Lima (BA), que, paralelamente à função de ministro da Integração Nacional, tem atuação política dentro do PMDB. Se não bastasse o chamado G-8, surgem os "emergentes", parlamentares que começam a ostentar poder com a bênção do G-8. O líder do partido está em apuros. Acusado de ser complacente com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na distribuição dos cargos fora e dentro da Câmara, Alves explica: "Mas ele tem uma bancada de 18 deputados, o que posso fazer?"Alves se referia à influência de Cunha além do seu reduto. Pelo menos quatro deputados do PMDB de Minas, três peemedebistas de Goiás e até o pastor cearense Pedro Ribeiro fecham com ele. Depois de comandar direta e indiretamente a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nos últimos quatro anos, Cunha recebeu a incumbência de indicar o presidente da estratégica Comissão de Minas e Energia. O escolhido foi o peemedebista carioca Bernardo Ariston.INSATISFEITOSDiante da influência do G-8 e dos emergentes sintonizados com o grupo, um punhado de insatisfeitos do PMDB, tendo à frente deputados como Mendes Ribeiro (RS), Valdemir Moka (MT), Ibsen Pinheiro (RS), Osmar Serraglio (PR), Gastão Vieira (MA) e Rose de Freitas (ES), resolveu bater de frente com o clã. Para se prevenir do desgaste e das críticas dos insatisfeitos, Alves começou a agir. Ribeiro, um rebelde que foi trocado pelo emergente Tadeu Filippelli (PMDB-DF) na CCJ, assumiu o cargo de primeiro vice-líder da bancada. "Falam muita coisa de mim que não corresponde à verdade", diz Cunha. E, querendo ser modesto, proclama: "Gostaria de ter 10% do poder que me atribuem."

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