Para policiais, MP 'não está preparado' para investigar

Representantes da polícia acreditam que o Ministério Público "não está preparado" para assumir investigações. Para eles, o órgão não tem estrutura para a tarefa e ?quem perde é a população?. Anteontem, 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em caso relatado pela ministra Ellen Gracie, reconheceu que a Constituição dá ao Ministério Público o poder de fazer investigações. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Rio (Adepol-RJ), Wladimir Reale, corresponsável por 12 ações diretas de inconstitucionalidade sobre o tema, minimizou a decisão. ?Caso o Supremo entenda, em plenário, que existe algum guarda-chuva constitucional - e nós achamos que não existe - será preciso definir limites?, avisou. O delegado Sérgio Roque, diretor da Adepol-Brasil, sublinhou: ?Eles não têm investidura nem formação para a função investigativa?. Para o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, a decisão foi ?acertadíssima?. Antônio Carlos Bigonha, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), viu a decisão ?com muita satisfação?. ?Não há na Constituição monopólio para investigar. Pela nossa estatura, não tem por que nos subordinarmos à polícia?, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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