Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Para PMDB redução de ministérios é mais importante que pacote Anticorrupção

Leonardo Picciani afirma que prioridade da sigla neste momento é o ajuste fiscal e diz que 'nós já temos leis anticorrupção no País', em referência ao pacote encaminhado ao Congresso por Dilma

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2015 | 13h30

Brasília - Líder do PMDB na Câmara, o deputado Leonardo Picciani (RJ), disse nesta quinta-feira, 19, que o pacote anticorrupção apresentado pela presidente Dilma Rousseff não será a prioridade da bancada, que é a maior da Casa. "A prioridade total do PMDB neste momento é votar o ajuste econômico, debater e chegar a uma conclusão de qual é a medida, a régua necessária para o ajuste", afirmou o peemedebista.

Questionado sobre a agenda prioritária do partido na Câmara, ele afirmou que pretende colocar em votação na terça-feira a PEC que reduz o número de 39 para 25 o número de ministérios. "É um exagero ter 39 ministérios. Cortar seria uma demonstração clara e inequívoca do compromisso do governo", afirmou.

A iniciativa de Picciani ocorre um dia após o ex-ministro da Educação Cid Gomes deixar o cargo depois de discutir com deputados na Câmara e chamar o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de "achacador". Nesta quinta, contudo, a presidente Dilma afirmou que o episódio foi pontual e que não vai realizar reforma ministerial. "Não tem reforma ministerial. Não adianta vocês (imprensa) botarem que tem reforma ministerial porque não tem. Não vou fazer", disse.

O líder do PMDB, por sua vez, argumenta que já existem leis que punem a corrupção e não se arrisca a prever um prazo para que sejam votadas as medidas enviadas pelo Palácio do Planalto como resposta às manifestações do dia 15 de março. 

"A vida não para a fim de que se investigue a corrupção. Ela tem de ser investigada no dia a dia. Acho que nós já temos leis anticorrupção no País, tanto é que já temos pessoas sendo punidas, respondendo a processo e presas por corrupção", pontuou o peemedebista, que participou na manhã desta quinta de uma reunião com os deputados da sigla.

Para Picciani, o pacote anticorrupção deveria ter sido discutido "previamente" com os partidos da coalizão governista, da qual o PMDB faz parte, antes de ser enviado ao Congresso. "Podia chegar um texto mais redondo. Como isso não foi feito, essa discussão se dará a partir de agora. Isso requer tempo e paciência". Dos cinco pontos do pacote apresentado nessa quarta, o único que pode trancar a pauta é o projeto que exige ficha limpa para servidores públicos, que chegou com pedido de urgência. 

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