Para PM-DF, atuação da corporação hoje 'foi perfeita'

Apesar dos intensos confrontos entre manifestantes e policiais durante todo o dia na região central de Brasília, o comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Jooziel Freire, avaliou que a atuação da corporação durante este sábado "foi perfeita". "Tivemos o desfile militar, tivemos o jogo do Brasil e ainda teremos shows", afirmou.

EDUARDO BRESCIANI E RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

07 de setembro de 2013 | 19h09

Freire argumentou que os diversos confrontos com as pessoas que protestavam se deveram a palavras de ordem dos manifestantes e confirmou que havia policiais infiltrados no movimento para poder identificar eventuais atos criminosos. O comandante chegou a ironizar a quantidade de bombas de gás lacrimogêneo utilizada pelos policiais. "Tá ficando caro o gás", disse. De acordo com ele, toda a ação foi monitorada e eventuais excessos da polícia serão apurados pela Corregedoria.

Questionado sobre o incidente que deixou ferido um fotógrafo após a ação da Tropa de Choque, o comandante argumentou que o profissional se aproximou demais da linha do batalhão de cães. Segundo Freire, um dos cachorros teria se assustado e partido para cima de Wesley Marcelino, da agência Reuters. O comandante da PM frisou que o fotógrafo não foi mordido pelos cães, mas confirmou que ele sofreu uma torção ao cair no gramado.

O comandante negou ter informações sobre a reação da Tropa de Choque, que utilizou gás de pimenta contra os demais fotógrafos e repórteres que acompanhavam o incidente com Marcelino, mas aproveitou para criticar a atuação da imprensa que, para ele, não tem dado respaldo à atuação policial. "A cidade do Rio de Janeiro está um caos porque a polícia resolveu cruzar os braços, e isso porque a imprensa e o Ministério Público não respeitaram o trabalho da polícia", concluiu.

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