Para Planalto, resultado representa funcionamento das instituições democráticas

Porta-voz da Presidência afirma que presidente concluiu que a justiça prevaleceu 'de forma plena e absoluta'

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2017 | 21h55

BRASÍLIA - O porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola, disse nesta noite de sexta-feira, 9, que o presidente Michel Temer recebeu o resultado do processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que absolveu a chapa Dilma-Temer, “como um sinal de que as instituições nacionais continuam a garantir o bom funcionamento da democracia brasileira. Houve amplo debate e prevaleceu a justiça, de forma plena e absoluta”, declarou Parola.

O porta-voz disse ainda que Judiciário se manifestou “de modo independente”. “Cada um de nós acatará com sobriedade, humildade e respeito a decisão do TSE.”

Em uma tentativa de mostrar que quer encerrar a crise política e reforçar o discurso de que segue trabalhando, o porta-voz afirmou ainda que, “como chefe do Executivo, o Presidente da República seguirá, em parceria com o Congresso Nacional, honrando seu compromisso de trabalhar para que o Brasil retorne ao caminho do desenvolvimento e do crescimento”.

Bastidores. O presidente deixou o Planalto às 21h19. O anúncio de que o porta-voz comentaria o resultado foi feito instantes depois do voto do ministro Gilmar Mendes, que decretou o resultado a favor do presidente. Depois de uma cerimônia militar pela manhã, Temer passou o dia no Palácio do Planalto cercado de assessores e ministros assistindo à sessão.

No momento do voto de Gilmar, segundo relatos obtidos pela reportagem, Temer apenas sorriu, mas foi cumprimentado por ministros que aplaudiram o voto do presidente do TSE de pé. Temer, apesar de mais contido, disse que o voto do ministro mostrou que ele tinha “coragem cívica” para colocar as coisas como deveriam ser colocadas. A seus aliados, o presidente declarou:  “Vamos para frente”; “vamos continuar governando”.  

Durante boa parte do julgamento, a cúpula do governo evitou comentários e, segundo fontes, estavam todos muito concentrados, em um semi-círculo em volta da TV.  O placar de 4 a 3 era esperado desde o início por interlocutores do presidente.

A exemplo dos outros dias de julgamento, Temer fez reuniões de avaliação com os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil) durante o dia. No inicio da tarde, porém, Padilha foi para Porto Alegre e, agora à noite, Moreira não acompanhou o final. Além disso, integraram o grupo de análise sobre o andamento da ação as novas figuras do núcleo duro do presidente: ministro Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Raul Jungmann (Defesa) e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, o advogado Gustavo do Vale Rocha.

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