EFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

Para Planalto, Cunha não tomará decisão sobre impeachment isoladamente

Essa avaliação dentro do governo ocorre em meio à aproximação do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, junto a Cunha e à expectativa do surgimento de novos fatos contra o deputado na Lava Jato

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2015 | 16h32

Brasília - Um dia após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de "travar" o andamento de um possível processo de impeachment contra a presidente Dilma, integrantes do Palácio do Planalto e lideranças do PT no Congresso consideram que haverá "um momento de trégua" nos embates com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos principais opositores ao governo. 

O STF concedeu nesta terça três liminares que suspenderam a tramitação determinada por Cunha para a abertura de um processo de impedimento contra a petista. Apesar de Cunha ter afirmado após a decisão de que a medida não atingiria a sua prerrogativa de aceitar ou indeferir a abertura do processo, o entendimento de assessores próximos a Dilma e lideranças petistas é de que o peemedebista não "tem interesse" em tomar uma decisão sozinho. 

Essa avaliação dentro do governo ocorre em meio à aproximação do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, junto a Cunha e à expectativa do surgimento de novos fatos contra o deputado no âmbito da Operação Lava Jato nesta quinta-feira.

Apesar do "momento de paz" em relação a Cunha, assessores próximos à presidente Dilma consideram que a decisão do STF ainda não foi o suficiente para assegurar a fidelidade da base aliada e que a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de adiar a sessão do Congresso foi acertada. A expectativa é que nos próximos 10 dias o governo consiga reaglutinar os integrantes da base para assegurar a aprovação de propostas de interesse do Executivo.

Também foi motivo de comemoração nesta quarta-feira entre integrantes do Palácio do Planalto, o tom mais duro proferido pela presidente Dilma em evento promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, que também contou com a presença do ex-presidente Lula. A expectativa é que ela também mantenha o discurso mais assertivo contra as movimentações de integrantes da oposição em torno do impeachment nos próximos eventos.

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