Para Pimenta, PSDB pode liderar chapa em 2002

Apesar do crescimento do nome da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), nas recentes pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2002, o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga (PSDB), acredita que seu partido ainda têm condições de indicar o nome para a cabeça de chapa para o pleito do próximo ano. "Temos condições de liderar uma ampla coligação e indicar o nome para candidato à presidente da República", disse o ministro.Ele esteve na Agência Central dos Correios, onde participou de solenidade de assinatura do primeiro termo de adesão ao acordo de pagamento da correção monetária dos saldos das contas do FGTS. Pimenta insistiu que não se deve dar muita atenção à pesquisas feitas com tanta antecedência. "Elas refletem apenas o momento atual", frisou. A última pesquisa realizada pelo instituto Sensus para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada ontem, revelou que 20% dos entrevistados votariam na governadora do Maranhão para presidente da República.Segundo o ministro tucano, o PSDB irá apresentar um candidato de "grande viabilidade eleitoral". Mesmo com o fortalecimento do nome de Roseana Sarney, Pimenta defendeu que o governo só deve lançar um nome para as eleições presidenciais de 2002 depois da Páscoa. O ministro confirmou que participará esta noite de reunião do partido para discutir o programa de rádio e TV que será exibido na próxima semana. Pimenta evitou, entretanto, expressar sua opinião sobre a posição defendida pelo ministro José Serra, de não participar do programa eleitoral. "Vou expressar minha opinião sobre isso na reunião de hoje", disse Pimenta. Boa parte da executiva nacional do PSDB defende que o programa do partido, que será exibido no dia 15, em horário nobre no rádio e na televisão, deve ser estrelado pelos presidenciáveis tucanos. O governador do Ceará, Tasso Jereissati, e o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, pré-candidatos tucanos, fazem questão de aparecer no programa, ao contrário de Serra, que nega, inclusive, sua possível pré-candidatura.

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