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Para Petrobrás, declarações do MPF não se referem a atual diretoria

Estatal afirma que posicionamento de procuradores da Lava Jato sobre a continuidade do esquema de corrupção se refere a propinas recebidas por ex-diretores

Eulina Oliveira, O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 20h39


São Paulo - A Petrobrás divulgou nesta quinta-feira, 15, nota de esclarecimento na qual afirma que a manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que resultou na prisão preventiva do ex-diretor da estatal Nestor Cerveró, não afirmou, em momento algum, que os atuais diretores receberam propina.

Conforme o comunicado, na manifestação do MPF, datada de 31 de dezembro de 2014, os Procuradores da República registraram que "Paulo Roberto (Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal) recebeu pagamentos de 'propina' mesmo em 2014, pois as empresas pagam ao longo da execução de contratos e não raro atrasam pagamentos, conforme se apurou".

"Continua a manifestação: 'Se Paulo Roberto continuou recebendo propina - e muita - até 2014, mesmo tendo deixado a diretoria em 2012, é razoável inferir, num juízo de probabilidade, que Cerveró esteja em posição semelhante, o que está sob investigação'", diz a estatal.

"Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró são ex-diretores da companhia e não diretores", ressalta da Petrobrás. "A companhia tem sido reconhecida como vítima pelo Poder Judiciário e reitera que manterá seu empenho em continuar colaborando efetivamente com as autoridades para a elucidação dos fatos", acrescenta. 

Em sua manifestação, contudo, o Ministério Público Federal sustenta que existem indícios de que o esquema de corrupção na Petrobrás continua funcionando. “Não há indicativos de que o esquema criminoso foi estancado. Pelo contrário, há notícias de pagamentos de ‘propinas’ efetuados por empresas para diretores da Petrobrás mesmo em 2014.” O MPF não detalha estes pagamentos. 

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